FOTO: Maria Catarina Nunes
Já passaram 6 anos desde que iniciámos esta caminhada pelo mundo do teatro, amador, convém frizar. Não pelos desempenhos porque esses sempre os adjectivaram de profissionais. Amador pela dificuldade de ter ou não ter aquilo de que precisamos para continuar.
Acho que este último trabalho exemplifica bem o contexto actual dos pés. Deslizamos pelo rio, arriscando todos os dias, sem saber para onde nos levam as correntes.
Acho que este último trabalho exemplifica bem o contexto actual dos pés. Deslizamos pelo rio, arriscando todos os dias, sem saber para onde nos levam as correntes.
Ainda assim vamos juntos, e por isso continuamos!
“Ao longo do rio” é mais um trabalho colectivo do grupo Pé-ante-Pé.
Ele nasceu do nosso amor às palavras, do nosso amor ao som das palavras associadas ao ritmo dos corpos e ao ritmo das músicas que ligamos a nós, aos outros e às próprias palavras.
Seleccionámos textos de autores como Eugénio de Andrade, Herberto Hélder, Ana Hatherly, Margueritte Duras, Isabel Allende, Yasunary Kawabata, Fred Mercury. Nem a stand-up-comedy escapou a esta pesquisa. Relembrámos ainda histórias do quotidiano, consultámos textos de sociologia e demos-lhe a nossa leitura muitas vezes improvisada, demos-lhe o nosso cunho pessoal e deliciámo-nos com a concepção deste trabalho, feito para o "nosso" público.
Para nós ele representa de uma forma metafórica o percurso da vida que corre como um rio. A vida que nos glorifica, a vida que nos engana, a vida que nos arrebata, a vida que nos decepciona vezes sem fim. Mas embora a vida corra como um rio, por vezes largo, outras vezes estreito, por vezes claro, outras vezes escuro, continuamos a achar que nos devemos deixar levar por esta corrente.
“Ao longo do rio” é mais um trabalho colectivo do grupo Pé-ante-Pé.
Ele nasceu do nosso amor às palavras, do nosso amor ao som das palavras associadas ao ritmo dos corpos e ao ritmo das músicas que ligamos a nós, aos outros e às próprias palavras.
Seleccionámos textos de autores como Eugénio de Andrade, Herberto Hélder, Ana Hatherly, Margueritte Duras, Isabel Allende, Yasunary Kawabata, Fred Mercury. Nem a stand-up-comedy escapou a esta pesquisa. Relembrámos ainda histórias do quotidiano, consultámos textos de sociologia e demos-lhe a nossa leitura muitas vezes improvisada, demos-lhe o nosso cunho pessoal e deliciámo-nos com a concepção deste trabalho, feito para o "nosso" público.
Para nós ele representa de uma forma metafórica o percurso da vida que corre como um rio. A vida que nos glorifica, a vida que nos engana, a vida que nos arrebata, a vida que nos decepciona vezes sem fim. Mas embora a vida corra como um rio, por vezes largo, outras vezes estreito, por vezes claro, outras vezes escuro, continuamos a achar que nos devemos deixar levar por esta corrente.

8 comentários:
Fiquei muito contente com o novo blog dos pés.
Fiquei muito feliz da maneira como tu nos vês.
No último espectáculo achei que nasceu uma nova Andreia, com algumas características da "antiga" mas agora mais calma, mais madura, mais "lá", mais profunda, sem tanto medo de se entregar. Um actor embora seja um fingidor, tem de se entregar ou pelo menos fingir de uma forma real essa entrega.
De qualquer maneira é muito real o nosso grupo e principalmente a nossa amizade. Muitos pés. Cristina D.
Eu sou o pé de que cor?
Oh Cris tu para mim és simplesmente o pézão. Não só pela marca no meu quadro, mas essencialmente pelo tamanho da tua alma e paciência para ouvires as nossas histórias enquanto fomos crescendo. A verdade é que em cada um de nós existe um pouco de ti!
obrigada!
Aiiii...estou emocionada! Realmente, acho que aos poucos está a voltar algo, aquele sentimento que nos fazia sentir que de facto fazemos parte de algo especial,que se perdeu um bocado com o tempo e com os obstaculos que fomos encontrando, mas que como é demasiado forte, jamais morrerá. O tempo passa, mas os pés mantêm-se firmes!! Vamos continuar a sonhar ao longo do rio, até que a porta se abra, porque a morte nunca se dará, muito menos ao jantar. Adoro-vos :)
Pé azul
É bom de se ver...
É bom saborear toda esta simplicidade de palavras...
É realmente muito bom sentir que tudo faz sentido e que o sentido das coisas estão em quem olha para dentro de todas elas...
É a continuação de tudo o que se tinha alguma vez sonhado, e o deixar para trás experiências nunca antes imaginadas...
É o seguir em frente em busca de novos horizontes e novas emoções...
Pé Henrique Gama
Por mais pessoas que encontre por este mundo fora, nunca encontrarei pessoas que sejam tao especiais como vocês!
Porque tudo o que existe á vossa volta é real, verdadeiro e brilhante!
Lots of Love
Com muito amor...
da vossa Joaninha
Olhem lá...eu sou o pé violeta?????
Malta:
Fiquei tão comovida com os vossos comentários.
Nós somos demais para ser verdade!
O que é que nos une? O que é que aconteceu a cada um de nós para ficarmos ligados desta maneira? É incrível e dá que pensar!
Parabéns Henrique, parabéns por seres o Henrique que nós tanto admiramos e que nos dá tanta força!
Para a "nova" Andreia que nasceu um dia destes, como nós precisamos da tua força e dinamismo!
Para Cátia T. sempre presente e fiel como uma rocha a quem nos agarramos e nunca mais queremos deixar, tal é a sua força!
Para a Cátia L. sempre crítica e indispensável!
Para a Ana Cristina a mais empenhada e um exemplo para todos nós quando estamos mais desanimados!
Para o Diogo paciente e perseverante sempre!
Para a joaninha que embora esteja longe está sempre presente e que é o nosso modelo de luta e de trabalho!
Adoro-vos malta!
Viva os pés...bem cheirosos!
Pezão
Oláaaaa!!
Aparece a desaparecida em combate! eheh
Antes demais: Henrique não sabia que escrevias tão bem! Mas pelo que vejo cá para mim ainda fazemos um peça tua ;)
Joaninha sim! Tu és o pé violeta! Sempre foste e sempre serás o pé selvagem que está enraizado em nós!
Cristina vós sois o pezão branco!
Do branco de onde nascem todas as cores. Do branco que nasce quando todas as cores se juntam. É o inicio e fim como nas nossas peças...
Também gosto muito de voces!
Tenho saudadesss!!
Jokitas para todos*****
Pé verde
Olá pezudas...
Não sei se vão ler este meu comentário, pois eu mesmo, já não vinha cá há algum tempo.
Como estou com saudades de todos voces, decidi vir cá reler novamente todos os nossos comentários.
O tempo passou e o nosso tempo foi ficando cada vez mais reduzido para o dedicar-mos uns aos outros... Mas faz falta... muita falta... Faz falta aquele dinamismo que davamos ao nosso grupo, há forma como enfrentavamos os nossos problemas com força e perseverança... Confesso que ás vezes também era cansativo... mas era um cansaço que nos fazia partilhar energia... energia essa que agora está em falta, e que nos faz falta...
Espero um dia poder partilhar essa energia novamente com vocês em novos projectos...
Beijos e abraços fortes...
Henrique Gama
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